quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Unchained Blades






Análise: Unchained Blades

CONSIDERAÇÕES

Para quem gostou dos games da série “Shin Megami Tensei”, “Unchained Blades” é uma boa pedida - inclusive por trazer duas características da franquia com demônios: a exploração de labirintos recorrendo à visão em primeira pessoa e a possibilidade de recrutar criaturas para o grupo.

Os monstros aqui não ajudam apenas nas batalhas, mas também nas habilidades que os guerreiros usam nas lutas. Eles ainda participam de confrontos próprios chamados Judgment Battles, em que é preciso pressionar os botões no tempo certo para obter vantagem na disputa contra outros bichos.

“Unchained Blades” conta com liberdade de evolução dos personagens e um calabouço extra para desbravar após o término da aventura principal. Peca apenas na questão de algumas respostas que você deve dar ao interagir com os bichos recrutados e nas falhas no som, mas nada que estrague drasticamente a experiência. 

INTRODUÇÃO

Clunea é uma deusa bondosa e concede um desejo a cada pessoa que supera seus desafios. Entretanto, Fang, o protagonista de “Unchained Blades”, acaba se encontrando com ela por outro motivo e recebe um castigo, perdendo sua forma de dragão e sendo obrigado a vagar por aí como humano.

Ao longo da jornada em terra Fang conhece alguns parceiros, cada um com suas próprias motivações para encontrar Clunea e ter um desejo atendido - a história, de certa forma, até lembra o clássico “O Mágico de Oz”, e possui atributos para mantê-lo grudado no portátil por algum tempo, como a exploração usando visão em primeira pessoa e outros elementos. 

PONTOS POSITIVOS

  • Recrutar monstros
  • Pegando carona na ideia de “Shin Megami Tensei”, “Unchained Blades” permite que o jogador recrute monstros encontrados em batalha para auxiliar nos combates. Entretanto, aqui é adotado um sistema próprio para “captura”.

    Durante as batalhas o bicho pode cair nas suas graças enquanto um personagem ataca ou pelo carisma do guerreiro. Quando isso acontece você pode acessar a opção “Unchain” no menu, e aí o game muda para uma tela em que o jogador precisa parar uma ou mais argolas dentro de uma área demarcada. O número varia de acordo com a força do bicho, e quanto mais próximo da primeira borda ela parar melhor, pois o espaço vai diminuindo caso não haja uma sincronia.

    Quando estão ao seu lado os monstros auxiliam em combate de acordo com grau de relacionamento, que pode ser melhorado em diálogos aleatórios após as lutas. As ações variam entre ajudar quando você usa uma habilidade e pular na sua frente para barrar o ataque.

    Outra utilidade para os bichos - e que adiciona um fator estratégico divertido ao game - é que eles possuem Anima. É possível ter até três Animas, e a combinação delas determina as habilidades do personagem. Você não pode usar tudo que aprendeu ao longo da jornada de uma vez, então é bom pensar bem nos aliados que estarão ao seu lado.

    Por fim, eles também participam de Judgment Battles, batalhas em que somente monstros são admitidos e nas quais é preciso apertar os botões no tempo certo para ter vantagem. Há pelo menos uma em cada calabouço, e vencê-las é fundamental para avançar na história. Sim, um incentivo para evoluir os bichos. 
  • Liberdade de evolução
  • Como em alguns RPGs mais recentes, “Unchained Blades” permite que você distribua os seus pontos de habilidades da maneira que quiser. A cada nível evoluído o personagem recebe dois, mas em momentos específicos da jornada é possível obter mais para acelerar o processo.

    Cada árvore apresenta opções diferentes de armas para o personagem, além de habilidades passivas e que exigem Anima. Completando o pacote, há três áreas de Burst (movimento usado quando uma barra é preenchida com golpes dados e recebidos) e possibilidade de elevar os atributos básicos enquanto abre caminho para a técnica que deseja.

    Vale mencionar que a liberdade de evolução não vai mudar muito a função de cada um dos personagens, que é pré-definida, mas ao menos você vai perceber que o caminho tomado vai definir se o início será complicado ou não (uma volta errada e alguns personagens vão demorar a conseguir poderes mais fortes). 
  • Extra após o final
  • A evolução do jogo acontece de acordo com o avanço nos Titans, os calabouços. Porém, durante a jornada você vai encontrar algumas portas que propositalmente não vão abrir por um motivo: o game reserva uma área extra após o término da aventura.

    Após as mais de 40 horas de jogo, o que o espera é uma torre de 100 andares que altera o seu formato cada vez que você a acessa. Apenas aqueles que chegarem ao topo são recompensados com uma chave - e vale dizer que esse é um bom desafio para quem quer completar tudo, e isso sem considerar as missões paralelas. 

PONTOS NEGATIVOS

  • Respostas incoerentes
  • Ao conversar com um bicho o personagem tem quatro opções de resposta, mas estranhamente algumas delas não condizem com a reação do guerreiro - e o resultado é um bicho chateado com o que você disse ou a perda de pontos de carisma no processo. 
  • Falhas no som
  • A parte musical de “Unchained Blades” não é ruim, mas em alguns momentos ocorrem quebras no som. Isso até seria admissível num game em UMD, mas sendo este um jogo disponível por download é de se estranhar que a produtora não tenha se atentado a esse detalhe
    Fonte:http://jogos.uol.com.br/psp/analises/unchained-blades.htm

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